Depoimentos

Bruno R. do C. Castro Rodrigues

Eng. Mecânica - FEI

Alemanha e Inglaterra

Junho a Novembro de 2010

Ter uma experiência internacional para mim sempre foi muito mais que um diferencial no currículo, mas um sonho. Porém achava que era algo distante, impossível para mim, que só conseguiria com sorte após trabalhar muitos anos em alguma empresa multinacional. Ir como estudante ou trabalhando na área de engenharia, eu encarava como privilégio para poucos.

Foi então que conheci o programa IAESTE através de um amigo, que inclusive havia se envolvido com o programa um ano antes. Com esse incentivo, que foi mútuo, começamos a participar ativamente do programa. Fui a diversos encontros, hospedei um estrangeiro na minha casa, busquei em aeroportos e com isso conheci tanto estudantes brasileiros que já haviam feito estágio pelo IAESTE no exterior quanto os “gringos” que estavam tendo esta experiência em São Paulo. Ganhei com isso muito mais que pontos para o ranking, mas amigos, que tenho até hoje, o incentivo necessário para ir em frente e uma idéia concreta do que era e como funcionava o programa.

Com meu ranking consegui uma vaga de três meses na Ruhr-Universität Bochum, na Alemanha na área de Engenharia de Materiais. Porém queria ficar mais tempo fora e quando as vagas remanescentes abriram consegui mais uma vaga de dois meses na Queen Mary University of London, em Londres na Inglaterra, realizando assim outro sonho que tinha de conhecer a capital inglesa.

Assim como foram duas vagas, considero que minha experiência em duas fases. A primeira na Queen Mary University of London, onde trabalhei com uma estudante de Phd que estava na fase final do seu projeto. Tinha uma relação pessoal com a ela, com isso aprendi muito na área de materiais poliméricos e desenvolvimento de novos materiais.  Ela me ajudou muito me adaptar em Londres e aproveitar ao máximo desta cidade que tem muito a oferecer. Também conheci e convivi com pessoas do mundo inteiro, tanto no apartamento que dividi com outros estudantes do IAESTE, quanto na própria universidade que incentivava essa grande diversidade cultural. Agradeço muito ao IAESTE UK que suportou muito bem os estudantes e organizou ótimos eventos como uma viagem para Cambridge e um fim de semana de no parque nacional de Snowdonia, no País de Gales.

A segunda fase foi quando cheguei na Alemanha, um país de idioma e cultura diferentes. Foi um pouco assustador no inicio, mas com o tempo passei a gostar muito. Também trabalhei para uma estudante de Phd, no departamento de engenharia de materiais da Ruhr-Universität Bochum, onde aprendi muito sobre pesquisa científica em um lugar onde há muito investimento e incentivo. Tive acesso a tudo que há de mais novo na área de materiais. A universidade era muito grande e haviam diversos outros estudantes do IAESTE, que se tornaram meus amigos e com quem pude fazer diversas viagens para várias cidades da Alemanha como Frankfurt, Düsseldorf, Berlin, Colonia, Munique e Hamburgo e também fora como Amsterdam na Holanda, Estocolmo na Suécia e Cracóvia na Polônia. O IAESTE local nos apoiou nessas viagens e também em outras iniciativas muito interessantes como o jantar internacional às quintas, onde cada semana o tema e o responsável era de um país.

Após encerrarem os estágios aproveitei para fazer um mochilão pela Europa, onde visitei Munique novamente, Paris, Roma, Barcelona e Valencia. Nessa viagem consegui rever alguns amigos que fiz em meu estágio na Alemanha e na Inglaterra.

Esta foi uma experiência única, onde além de me desenvolver muito profissionalmente conhecendo a realidade de países que incentivam muito a pesquisa científica, me desenvolvi como pessoa aprendendo a conviver com pessoas de culturas completamente diferentes, morando sozinho, falando em inglês o tempo todo e também tendo que me comunicar com outros estrangeiros sem conhecer seu idioma e conhecendo muitos lugares que só havia visto por foto.

O resultado profissional veio com rapidez depois de voltar ao Brasil. Retornei para a Scania, empresa que estava antes de viajar, mas não mais como estagiário, mas como efetivo e com novas e ótimas perspectivas para o futuro. Ficaram também os amigos que espero poder visitar em breve não só na Europa, mas em outros lugares do mundo.

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