Depoimentos

Bruno Capiche Ladeira

Engenharia Química - FAACZ

Portugal

Setembro/2017 - Setembro/2018

Quando eu descobri que a minha faculdade tinha parceria com um programa de alunos de intercâmbio logo fui buscar mais informações, isso foi em 2012. Em 2013 me candidatei como voluntário e recebi um aluno na minha casa, ele fazia estágio na
minha faculdade em Aracruz – ES e foi ai que começou o meu vínculo com o IAESTE.
É interessante falarmos do tempo que passamos no país do estágio mas também nossa trajetória inicial é importante, passei os próximos 3 anos juntando pontos para poder escolher um lugar na qual eu poderia ficar mais tempo possível e foi o que aconteceu. Depois de receber dois estudantes na minha casa em 2014 e 2015 e ser voluntário realizando atividades sociais em 2016 fui selecionado para meu intercâmbio em Portugal iniciando em Setembro de 2017. Vale ressaltar que em 2017 eu já havia concluído o curso mas comecei uma pós-graduação e continuei com vínculo universitário.
A escolha nem foi tanto pelo país, mas sim pelo plano de trabalho e o período (1 ano). Nunca tinha viajado para fora do país então a escolha do longo período se dava pela oportunidade de poder conhecer outros países na Europa, no início fiquei muito apreensivo por causa da língua, queria ir para um país onde eu pudesse usar/treinar o inglês, mas isso não foi um problema. A cidade onde fiquei, Lisboa, recebe muitos estudantes estrangeiros e a própria empresa também recebia vários alunos/empregados de diferentes nacionalidades, no final puder treinar muito o meu inglês pois dividia o ambiente de trabalho com húngaros, japoneses, chineses,
italianos e indianos. Foi uma experiência incrível. Fora as apresentações em inglês, mesmo sendo em Portugal a língua oficial da empresa era o inglês e no final de cada projeto tínhamos que fazer uma apresentação dos nossos resultados.
Em relação ao estágio posso dizer que foi bem desafiador. Foi uma empresa no segmento farmacêutico onde pude aprender e entregar muita coisa. No início bateu aquele desespero, principalmente porque o escopo de trabalho oferecido era ameaçador. Mas acabei recebendo treinamento de tudo o que fiz, pude colocar minha personalidade nos projetos e ainda desenvolver publicações e aprender técnicas muito importantes na área.
O mais interessante no final foi poder conhecer pessoas, culturas, histórias e fazer muita amizade. Sair do nosso mundinho e ter orgulho sim de ser brasileiro e saber que somos capazes de fazer tudo o que queremos fazer.

Veja Também: